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Segunda-feira, Maio 31, 2004
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Tudo quase maravilhoso na praia. Por que não foi totalmente maravilhoso? Primeiro, porque choveu. Fomos à praia, mas não é a mesma coisa. A segunda? O pai da minha professora de francês. Caramba, o cara é autoritário. Acho até que pior do que minha mãe. Ia ter uma festa numa boate da cidade e ele praticamente obrigou todo mundo pra ir com ele. Ninguém queria ir. Nem eu, nem minha professora, nem o noivo dela e nem a mãe do noivo dela, mas ele obrigou. Eu ainda consegui me safar, mas depois dele muito insistir e perceber que eu não iria de jeito nenhum me chamou de idiota. Pode?
Agora você pode até me perguntar: mas Caaaaaaau, por que você não foi? E eu respondo: nunca gostei de boate. Pra ir, só se for com turma grande. E das poucas vezes que fui, não me diverti, pois quem tá com namorado(a) fica dançando e as garotas ficam só olhando. Os poucos homens que vão pra lá, já vão acompanhados. Eu nunca vi lugar pra dar tanta mulher. Muita, mas muita mesmo. Daí nunca gostei de ir. Se quando era novinha não arranjava ninguém num lugar assim, imagine agora?
No dia seguinte estava o maior baixo-astral. A professora p da vida com o pai, com o noivo e com a futura sogra, justamente porque ela disse que lá 80% eram mulheres, todas com menos de 20 anos de idade, tudo magrinha, bem feitinha, daquelas que vivem em academias, sabe? Pra completar roupas curtas, justas e decotadas. O que aconteceu? O pai dela ficou secando as garotas e ainda cutucava o noivo dela pra mostrar, que secava do mesmo jeito. Nem respeitava a pobre da noiva que estava do lado dele e via essa cena patética. A futura sogra? Disse que isso é normal, que olhar não tira pedaço. Como ela mesmo disse, há olhares e olhares. Claro, era o filho dela que estava olhando pras outras. Se fosse ela olhando pros caras daquele jeito, a mulher era capaz de chamá-la de nomes feios e tentar impedir o casamento - que de uma certa forma ela já está meio que agorando.
No trabalho? Mesma fezes de sempre. Minto: há a possibilidade do cara que for assumir a seção ser pior do que o atual. Duas pessoas já foram transferidas (uma porque quis e outra porque foi forçada) e se entrar esse cara mesmo, uma terceira vai sair. Com a saída dos funcionários temporários, o CPD vai se resumir a um único programador. Isso, se ele não resolver pedir transferência também... Quem sair por último, que apague a luz e feche a porta.
A tout à l'heure!
postado por: Claudia Draper 3:02 PM
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Sexta-feira, Maio 28, 2004
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Nota bem curta: passarei o final de semana na praia (Yupiiiiiiii). Estou indo agora de tarde e volto domingo, daí só devo postar novamente lá pela segunda ou terça feira.
O trabalho... Bom, foi bom enquanto durou. Já teve uma tal reunião pra discutir o assunto e o problema é que o contrato está irregular. Não por culpa nossa, mas sim do Governo que mudou as regras e o contrato deixou de ser regular. Nem mesmo fazendo um novo contrato dá jeito, pois a empresa não quer mais funcionários de cooperativas, apenas de órgãos públicos. Fazer o que? Tentei tudo o que podia, agora é só esperar o final do contrato, tirar minhas férias e sair à caça de um novo trabalho.
Sobre o carinha que é o mais novo candidato a Sr. Ilusão, ele mora longe mesmo. Se o gajo estava à 4 horas de avião, esse daí está à 4 fusos horários. Isso mesmo: outro continente e não é rico pra ficar vindo pra cá e nem me levar pra lá. Juntei um dinheirinho sim, mas se der a louca e eu ir pra lá e não der certo, vou ficar onde quando voltar?? Com meus pais??? Na-na-ni-na-não! O dinheiro é pro meu apertamento (com E mesmo).
Um dia de cada vez. Carpe diem!
Salut!
postado por: Claudia Draper 11:45 AM
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Quarta-feira, Maio 26, 2004
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Ando sumidona, não é?? Estudando um pouco pro tal concurso. Vai cair um monte de legislação, então tenho que me dedicar um pouco a isso. Não quero fazer feio como no concurso do Serpro, que após a mudança no gabarito, fiquei com o saldo de 1 ponto. Pelo menos foi positivo :)
No trabalho, o marasmo de sempre. O chefe da seção não está nem aí pro que eu e os outros temporários estamos fazendo, pois ele já entregou o cargo e está só esperando nomearem o substituto. Se for o vice-chefe da seção, estamos feitos, pois o cara vai brigar pela gente (outro, além do Sr. Alves). Ele só não está brigando agora, porque teria que passar por cima do chefe, fica feio. Baboseira de hierarquia. Por precaução, já estou preparada psicologicamente para perder o emprego, tanto é que não tem aparecido mais cabelos brancos na minha cabeça. Estou só com os 27 que surgiram após os 6 que eu sempre tive desde os 19 anos (já são de estimação).
O coração está melhorando, obrigada. Estou saindo de uma ilusão para outra, mas pelo menos esse me trata bem. Não vai dar em nada não mas se ele conseguir com que eu me esqueça do gajo, já está ótimo. Ele simplesmente conversa comigo, procura saber com o que eu trabalho, conta o dele, coisas que o gajo nunca fez. E antes que alguém me pergunte porque não vai dar em nada, vou logo dizendo: o cara mora mais distante que o gajo. E sabe o que é bizarro? Ele conhece o gajo, mas já faz muito tempo que eles não têm contato. E eu acho que o gajo nem vai com a cara desse daí.
C'est tout!
postado por: Claudia Draper 9:52 PM
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Sábado, Maio 22, 2004
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 Outro devaneio fotográfico. Achei interessante o galho de folhas secas no meio dos outros tão verdes.
Bom, acho que não me expressei direito quando falei do tal remédio. Não é nenhum Prozac ou Gardenal - embora eu ache que precise tomar o segundo vez por outra - mas um tal de Pharmaton, um polivitamínico e polimineral com um tal de Ginseng. Tem cheiro de Toddy estragado. Acho que é natural. Alguém aí entende de remédios pra confirmar isso??
Acabei de acordar. Fui a um baile de formatura de uma amiga minha, foi legal. A princípio não estava com ânimo pra ir (estou achando que o remédio é um placebo), mas fui porque é amiga, ela ia ficar chateada, etcétera e tal, blá blá blá. Não sou muito de beber, só gosto de vinho tinto e seco, mas antes de sair mamãe disse uma interessantíssima: "não vá beber lá, não! A gente só deve beber em família". Ela tem medo de que? Que eu vá beber até cair dura no chão e todos me achem uma alcóolatra? Nessas festas só se serve vinho branco e eu nem gosto, mas tive tanta raiva do que mamãe disse que eu acabei bebendo. E o que foi servido lá nem era tão ruim, tanto é que devo ter bebido quase uma garrafa - de copo em copo...
Cheers!
Editado em 23/05/2003
PS: Vocês viram como a Fórmula 1 teve muito mais emoção após a saída do Schumacher??
postado por: Claudia Draper 10:49 AM
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Quarta-feira, Maio 19, 2004
Domingo, Maio 16, 2004
Sexta-feira, Maio 14, 2004
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Domingo, Maio 14, 1989
Começava o meu drama e eu nem me dava conta: o que era pra ser mais um dia das mães, transformou-se num caos aqui em casa. Tudo começou durante a madrugada, quando minha irmã chegou sei lá de que horas, montada na garupa da moto do então namorado dela. Para uma pessoa que vem de uma família mentre aberta, não é nada - e realmente não é. Mas para a cabeça da minha mãe, só vagabundas andavam montadas de moto, ainda mais aquela hora da madrugada.
Acordei com o barulho: minha mãe gritando coisas desconexas enquanto batia na minha irmã, enquanto meu pai e minha irmã gritavam pra ela parar. Não sou doida de me meter, volto quietinha pra cama e após um longo tempo, consigo voltar a dormir, apesar da gritaria. Um tempo depois, volto a acordar e a luz do meu quarto estava acesa. Minha mãe e minha irmã conversavam chorando. A única coisa que eu lembro de ter ouvido, foi a minha irmã dizer pra minha mãe estou de mal com você. Parece frase de criança, mas foi feita por uma pessoa que já estava com 23 anos de idade.
O resto do dia foi horrível. Nem quando morreu gente na família o clima era tão pesado. Meu pai não dizia uma palavra, meu irmão passou o dia fora - coisa que eu deveria ter feito também - minha irmã chorando no quarto e minha mãe chorando no outro quarto. O caos estava apenas no começo.
postado por: Claudia Draper 7:32 AM
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Segunda-feira, Maio 10, 2004
Sexta-feira, Maio 07, 2004
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Ainda não comprei nada pra minha mãe, acreditam? E nem vou comprar. Pode parecer egoismo ou atitude de filha desnaturada, mas não tem nem 15 dias do aniversário dela e ela reclamou do presente. Não foi bem reclamar, mas vive perguntando se meu irmão contribuiu com o presente. É difícil acertar um presente pra ela, mas desta vez ela adorou o presente, mas fica de 2 em 2 dias perguntando se meu irmão deu o dinheiro. Ora bolas! Se só for meu não é aceitável? Ano passado foi a mesma coisa, só que com o meu irmão. Ele ganhou um dinheiro extra e resolveu comprar um DVD pra minha mãe. Ela passou um mês me perguntando se eu tinha dado dinheiro pra comprar. Por que sempre é assim? Há uns 4 anos, comprei um cd pra ela e dei, não lembro se foi de aniversário ou de Dia das Mães. Ela amou o cd, mas disse que era um presente muito barato e que papai teria que dar dinheiro pra ela receber um presente caro. Mas quando eu pedi pra papai comprar um freezer, que ela tanto dizia que precisava de um novo, ela disse na frente dos entregadores da loja mas esse freezer é muito grande! Vai caber no lugar do outro não!!! Não gostei! Ela trocou por uma geladeira. Não me perguntem, também não sei o que aconteceu com o muito obrigada! Entendem agora por que não vou comprar nada? Nem sei porque me importo!
Salut!
postado por: Claudia Draper 9:46 PM
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Terça-feira, Maio 04, 2004
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Hoje eu e o analista fomos falar com o Sr. Alves sobre o novo contrato. Fomos falar com ele como dois amigos e não como dois empregados. Ele se mostrou muito solícito e disse que realmente o que está impedindo a nova contratação é o valor do contrato que subiu muito absurdamente (pleonasmo? talvez não, por causa da ênfase no aumento). Ele disse para que nós contratados, conversássemos e víssemos o que poderia ser feito para baixar o valor. Aparentemente bem simples, já que o novo contrato tem pelo menos mais dois programadores e um DBA. Só tirando esses 3, dá uma economia de mais ou menos R$ 3.500 por mês. E ontem eu fiquei sabendo que outra contribuição para esse aumento do valor do contrato, foi a colocação de não sei quantos digitadores que serão mais temporários que nós, temporários, pois irão trabalhar só para o recadastramento dos funcionários, o que deve durar no máximo uns 3 meses. Esses digitadores eram para estar num contrato diferente do nosso.
O que está complicando é o chefão lá do CPD, que sabe que o problema é dinheiro e nem ao menos apresentou uma contra-proposta. Ou pelo menos conversou com a gente para explicar qual era o problema. Ele é a pessoa mais interessada em que o contrato não se renove. E é exatamente por isso que ele não queria que a gente falasse com o Sr. Alves, pois o Sr. Alves seria bem franco e daria todas as coordenadas para que pudéssemos reverter esse quadro ou pelo menos tentar. Não sei se será totalmente possível, mas que seria bom só pra gente tirar a moral do chefão lá da seção, ah... Isso seria ;)
Mudando de assunto, ontem fui para um shopping no centro da cidade para uma despedida, já que uma amiga minha dos tempos do colégio, Anita, que está indo para o interior de São Paulo tentar a vida, já que aqui não consegue. Éramos só eu, ela e uma terceira pessoa no shopping, a Sonia, conversando e colocando a conversa em dia. Já até falei delas em 25/08/2003. No post até reclamei da Sonia. E foi incrível ouvir o que ela disse ontem. Uma, até entendível, mas não na ênfase que ela deu que é querer morrer antes dos pais e de uma tia, pois eles morrendo primeiro (que é o mais óbvio de acontecer, por causa da idade) ela iria ficar sozinha e ela não quer ficar só no mundo, pois não iria sobreviver sem eles. Foi quando ela falou a segunda baboseira: que quer ter um filho pra ter uma pessoa, pro caso dos pais e da tia morrerem antes. Nessa hora Anita até falou "mas ele vai crescer, vai sair de casa" e ela nem deixou Anita terminar e disse "não, não. Ele vai morar pra sempre comigo. Eu vou criar ele pra mim". Nessa hora eu disse a ela "você sabe dos meus problemas com minha mãe e sabe como eu sofro com isso, mas você será pior que ela, pois minha mãe, apesar de agir de uma forma dominadora, querendo os filhos todos debaixo da asa dela, ela nunca abriu a boca pra falar 'quero meus filhos pra mim'! Filhos a gente cria pro mundo" E vocês acham que ela ligou? Ela disse que iria educar direitinho o filho pra que ele nunca queira sair de perto dela. Deus que me perdoe, mas se um dia eu tiver um décimo desse pensamento, prefiro não ter filhos.
C'est tout!
postado por: Claudia Draper 9:43 PM
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Perfil:
Cognome: Claudia Draper Sim, baseado na personagem de filme homônimo
Idade: 29
Signo: Gêmeos
Estado Civil: Solteira
Profissão: Programadora e Analista de Sistemas
Hobbies: Fotografar e viajar

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